
Não ponho datas nos poemas
Não quero fechá-los num dia
Num local específico
Numa certa ocasião.
Guardo-os com a mesma lógica com que os escrevi:
Nenhuma.
Nenhum poema é passado
Porque presente
Nenhum poema é futuro
Porque o sinto já dentro
E se não é já presente
É por pura preguiça e falta de tempo
Escrito num hoje sem amanhãs.
Não saberia sequer datar os poemas.
Escreverei do passado no futuro
Escreverei do futuro no presente.
Ficam portanto assim:
Poemas sem tempo.
E o ultimo que escrever será como o primeiro
Palavras sem data
Arrumadas sem lógica
Futuro passado
Presente amanhã.
.
.
A peosia de Encandescente, um livro que poderá ser adquirido aqui ou, em alternativa, nas livrarias a partir do final de Novembro. Parabéns Encandescente.










