Foto de Francisco Máximo quarta-feira, novembro 19, 2008
Pele 27
Foto de Francisco Máximo sexta-feira, novembro 07, 2008
Intimidades 19
segunda-feira, novembro 03, 2008
Ambiências 45
quarta-feira, outubro 29, 2008
Modos de Vida 22
No interior da fortaleza de S. João, para além de obras de restauro encontram-se as oficinas dos artesãos de "prata" do Ibo. Aqui, eles realizam uma operação de "estender" o fio. O fio metálico inicialmente de uma determinada espessura vai passando sistematicamente por aquela máquina com calhas de diametros cada vez mais pequenos até que o fio sai completamente filiforme para depois ser trabalhado pelos artesãos. Uma operação que demora cerca de 10 minutos de esforço suado para um cabo de 5 metros.
Quando lá estava, lembrei-me que deveria haver uma máquina assim para os gordos "magnatas" dos lucros pornográficos que originaram esta crise financeira mundial. Depois de passarem por este processo talvez fossem perdendo gradualmente a ganância e ganhando um pouco mais de ética.
sábado, outubro 25, 2008
Ambiências 44

quinta-feira, outubro 23, 2008
Retratos 29

domingo, outubro 12, 2008
Pele 26

Foto de Francisco Máximo
I'm so tired of playing,
segunda-feira, setembro 29, 2008
Séries 29
Era noite, cerca das 21:00 e vinha de Chimoio para a Beira. Viajar de noite nestas estradas é uma aventura, porque os moçambicanos andam a pé e de bicicleta ao longo da estrada como se estivessem a passear em casa. E andam sem qualquer tipo de iluminação ou sinalização. O motorista que me acompanha diariamente, felizmente, é cauteloso e passa a viagem toda a buzinar.
Quando estávamos a passar por uma pequena cidade já perto da Beira, Dondo, passa por nós um carro meio tuning em alta velocidade mesmo em frente a um posto policial. Cerca de 2 km à frente do local da ultrapassagem, apercebemo-nos que o carro está parado no meio da estrada e a fazer marcha-atrás. Aproximamo-nos devagar e quando estamos a chegar vemos um corpo de um homem estendido no meio da estrada, projectado para a outra faixa de rodagem, numa posição tão torcida que se percebia que haveriam várias fracturas nas pernas, talvez coluna e sabe-se lá mais onde.
“Porra, o gajo foi atropelado!” diz o motorista. O condutor do carro da frente, um jovem moçambicano, sai do carro, olha para o homem e fica em pânico sem saber o que fazer.
“tem que afastar o homem do meio da estrada e colocá-lo na berma!” diz o motorista.
“estou a pedir ajuda” diz o jovem. “Estou a pedir que chamem ajuda”. O motorista diz que sim, inverte a marcha e dirige-se rapidamente para o posto policial que havia 2 km atrás.
Chegamos, vemos imediatamente um polícia e o motorista conta-lhe o sucedido.
“tá a respirar?” pergunta o polícia.
“Está, não está ainda morto” diz o motorista. “vão lá e chamem uma ambulância”
“Não posso sair daqui agora” diz o polícia “para irmos lá depois tínhamos que fazer medições…”
Espantado com a conversa intervenho pela primeira vez “ Mas chame uma ambulância! O homem precisa de ir para o hospital”
“ O condutor que o atropelou é que tem a obrigação de o levar para o hospital!” afirma o polícia como se não fosse nada com ele.
“ mas o homem está todo partido, precisa de tratamento médico” insisto.
“o condutor que o leve!” reafirma o polícia.
“Espero que você nunca precise de uma ambulância! Vamos embora que já estamos atrasados!” digo eu para o motorista, zangado e incrédulo com a atitude daquele animal.
E quando chegamos ao local do acidente, ajudamos a transportar aquele corpo todo disforme para o carro. Não sei se o matámos enquanto o transportávamos para o carro… no final e para rematar, diz o motorista: “Vá lá, o homem teve sorte, o condutor até parou, que a esta hora, xii… ninguém pára!”
quarta-feira, setembro 17, 2008
Ambiências 43
Há uns dias atrás pensava nas memórias que vamos colectando ao longo da vida e nos encontros e desencontros que se estabelecem entretanto. Ter regressado ao parque após uns meses de ausência foi uma vivência aconchegante. Fui recebido com enorme carinho e calor e aproveitei para matar saudades de alguns bradas e sisters. Abraços, confidências, desabafos, alegrias e sobretudo amizade.
Claro que se impunha uma festa de arromba pela noite dentro e uns safaris para voltar a encher a alma daquela beleza natural.
Há gente boa, muito boa! Inclusive aqueles e aquelas que nos dizem "Você não presta mesmo! Atão não vai lá se despedir? Tem lá 2M!"
Até, gente boa!
quinta-feira, setembro 11, 2008
Pele 25
Me llaman el desaparecido
E era nesta aparente contradição que vivia, a contradição de querer, de dar, de receber e de não estar. É, sentia-se por vezes um espectro, um fantasma que marcava os lugares por onde passava mas que era incapaz de se envolver neles, uma espécie de odor que pairava no ar que, por vezes, chegava até a impregnar. Mas, vá-se lá saber porquê, apavorava-o cheiros de tocas e de pessoas que se tornavam demasiado familiares. Preferia continuar solitário sem ter hábitos rotineiros com ele e com os outros.
quinta-feira, agosto 28, 2008
Pele 24
Quem és tu? se ao menos existisses... Adorava conhecer-te!...
Recuso essa ideia e é por isso mesmo que pensei em ti. Pergunto-me se será pela cor dos olhos, pelo cheiro da tua pele, pela energia que emanas, ou pela forma como me amas…?
"É urgente o amor.
Preciso de mim!... preciso de ti!
terça-feira, agosto 19, 2008
Dia Internacional da Fotografia




